domingo, 24 de maio de 2026

Larga o martelo, João!

    

    João Fonseca tem um grande FH, muito rápido e bonito de se ver. Mas até algum tempo atrás acabava exagerando e querendo acelerar bolas que não deveria, correndo riscos desnecessários. Eu entendo ele: para quem tem um martelo tudo parece prego.

     Hoje tentei implementar na vida real o meu "novo" FH. Parece melhor para bater bolas altas, gerando mais spin e profundidade, mas não está calibrado para atacar as baixas e o timing ficou um pouco pior.

     Devo ser mais seletivo e conservador ao acelerar o FH até me acostumar. Estou tentando martelar muita coisa que não é prego.



sábado, 23 de maio de 2026

Consolidando o FH

 

    Fiz um treino de saque e paredão, depois de muito tempo.

    FH

    A ideia era consolidar a nova técnica, liderando a aceleração com o cotovelo. Isso funciona, mas, como qualquer alteração, leva um tempo até ficar consistente e confiável.

    Depois de várias tentativas de padronização, revisei o check-list:

   - Preparação com a raquete "em pé" ou pelo menos com a cabeça da raquete acima do nível do punho. Inclinar o ápice da raquete para frente pode melhorar (imagem 1 abaixo)

 -  Na fase final do backswing, a face raquete deve estar "fechada", ou seja, quase paralela ao solo (imagens 2 e 3)


   


     Ajuda se fizer o FH no paredão em velocidade reduzida, com a raquete partindo da imagem 3 (sem fazer a preparação completa). Isso simplifica o aprendizado e vai dando noção do ponto de contato correto.

    - O punho deve estar estendido e depois em desvio ulnar no início da aceleração.

   - Liderar a aceleração com o cotovelo. Dá para bater também com o braço totalmente esticado, como o Alcaraz. Manter o cotovelo afastado do corpo (não bater com "jornal embaixo do braço").


    Saque

     Na tentativa de calibrar o segundo serviço, noto que o toss deve ser mais ou menos em cima da cabeça e não para dentro da quadra.



domingo, 17 de maio de 2026

Ajuste para o FH


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    Mark Papas (Revolutionary Tennis) já tinha me dito que no FH a aceleração é liderada pelo cotovelo, como se fosse um arremesso. Tentei por um tempo implementar esse ajuste mas achei que atrapalhava o timing.
  
    Ontem assisti um video no YouTube dizendo algo semelhante (Fault Tolerant Tennis) e resolvi experimentar no jogo de hoje, o tradicional bate bola de domingo. Desta vez tive a impressão de ter aplicado corretamente o ajuste.
  
     O que fiz de diferente foi:

     - O cotovelo lidera a aceleração mas permanece relativamente afastado do corpo. Não bater com o "jornal embaixo do braço".

     - O ajuste deve ser discreto, sem forçar muito a liderança do cotovelo. Basta mentalizar um arremesso da raquete em direção à bola.

    - O formato do FH fica diferente, com o backswing perdendo um pouco o formato de "C" e ficando mais reto pois o cotovelo se desloca menos para baixo.

      Nota: Quando o FH é batido com o braço totalmente estendido (como Federer) a liderança do cotovelo não acontece. A liderança do cotovelo é mais evidente no FH double bend (ver Sinner)

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Atualizações e percepções

     Atualmente sou eu quem faz mais duplas faltas nos jogos do meio da semana. Estou tentando me acostumar a acelerar um pouco mais tanto o primeiro como o segundo serviço mas não tem dado certo. Dupla falta é muito ruim. Fazer um ace não compensa se você dá muitos pontos de graça.

    Talvez jogue um torneio no fim do mês que vem. Como "dever de casa" eu deveria calibrar principalmente o segundo serviço - que deve ser o saque padrão. Não compensa arriscar no saque durante torneios.

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    No último torneio tive um jogo muito difícil com um senhor de uns 70 anos. Tive de jogar dois tie-breaks para vencer e fiquei com a impressão de que só ganhei porque ele cansou. É um padrão de jogo que eu já vi muitas vezes: não dá ponto de graça, usa balões frequentes e tem jogo de rede para aproveitar minhas bobeiras.

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      Um ponto fraco no meu jogo é o BH muito defensivo, praticamente só slice. Os adversários tentam fazer uma primeira bola de approach profunda no meu BH para então subir à rede. O que tenho observado é que bater uma bola firme na direção do adversário na rede não costuma dar bom resultado pois ele só precisa bloquear com a raquete.

      Opções que parecem melhor:

-  Apesar de não confiar muito, tentar um BH com topspin (na cruzada ou paralela), priorizando deixá-la baixa, de preferência já na descendente ao cruzar a rede. Para isso, mentalizar o ápice da trajetória parabólica da bola mais ou menos na metade da própria quadra. Se for cruzar, mirar na junção da linha de saque com a linha lateral.

- Usar o BH slice cruzado com sidespin, também deixando a bola baixa e angulada. É uma bola parecida com o saque slice de canhoto no lado da vantagem. Já usei e funciona, mas não é fácil se for devolver uma bola baixa e veloz.

-  Lob defensivo. Vai de balão mesmo.


Torneio de Março/26

  

   Joguei três partidas, perdi a última, a final. Foi um bom resultado mas não fiquei contente pelo que aconteceu na primeira rodada.

   No primeiro game do primeiro jogo, meu adversário estava sacando do lado da vantagem. Sacou e eu dei como bola fora. Era uma bola duvidosa e ele ficou claramente incomodado com minha marcação. Sei disso não porque reclamou e sim porque praticamente "entregou" o segundo game, devolvendo meus saques com raquetadas raivosas para fora. Jogamos os demais games e ele acabou perdendo.

   Talvez eu tenha errado na marcação daquele saque, mas eu sempre tento ser o mais correto possível - qual seria a graça de ganhar roubando os pontos? Em minha defesa: há alguns anos venho tendo alteração na visão do olho esquerdo, um microaneurisma perto da mácula, que distorce o campo visual e torna mais difícil a visâo noturna (o jogo era de noite). E se ele tivesse reclamado, possivelmente eu teria cedido o ponto ou permitido a repetição.

   Mas ficou nisso, um clima ruim até o fim da partida e meu adversário nem apareceu para jogar no dia seguinte, a repescagem. Não sei o real motivo da falta, mas imagino que deva ter ficado chateado com minha marcação e consequente perda do primeiro jogo. E isso também me deixou chateado. 

    A foto com o troféu conta apenas uma parte da história. Muitas vezes o que não se vê é aquilo que dá o real significado.

   

terça-feira, 14 de abril de 2026

Por que essa sensação de obrigação?

   

  Um dos poucos grandes prazeres que tenho hoje em dia é jogar tênis. Não que eu não tenha alegria em outras atividades, mas quem joga me entende...

   É estranho pois às vezes tenho preguiça de sair de casa e parece que tenho que fazer um esforço consciente para me deslocar até a quadra, como se fosse uma obrigação. Não era para ser puro prazer? 

  Talvez não funcione assim, talvez seja normal.

  O fato de nunca me arrepender de ter ido jogar é um bom sinal.



segunda-feira, 23 de março de 2026

Como estou jogando?

  O último torneio do qual participei foi no início do mês, torneio interno do clube, chave pequena. 

  Cheguei à final e perdi, vice-campeão. 

  Pelo menos levei um troféu e valeu a experiência. Sei que fui favorecido pois muitos jogadores bons não participaram.

   Ao longo dos anos vim testando muitas alterações em detalhes técnicos dos golpes, achando que esse seria o caminho mais lógico e direto para jogar melhor e a maioria não deu em nada. Eu, na verdade, já desconfiava... Passar mais tempo em quadra e jogar com uma variedade maior de adversários me ensinou mais sobre meus golpes - igual aos rebatedores das academias que, mesmo sem muita instrução, acabam descobrindo o que funciona.

   FH: mantive o grip semi-western, conservador. Preparação com a raquete alta, cotovelo longe do corpo, frequentemente em open stance, contato com o braço não totalmente esticado. Fletir os joelhos é essencial para ajuste da altura.

  BH: continuo usando preferencialmente o slice. Mas tenho usado um pouco mais o spin, especialmente se tenho que me defender afastado da linha de base. Com slice é mais difícil.

  Saque: esse é um golpe que refinei na base da tentativa e erro, testando exaustivamente modificações no grip, posição inicial dos pés, toss, etc... Ficou bastante funcional para torneios, considerando a consistência e a colocação. O chapado não é bom. Talvez nunca seja por causa da minha altura.

  Grip: ligeiramente para BH

  Posição dos pés: quase juntos, pouco movimento até o contato.

  Toss: 11 horas para kick e 1h para slice.

  Jogo de rede: continua muito ruim, mas estou tentando melhorar. O voleio no BH tenho feito com duas mãos, falta firmeza com uma só.

  Raquete: Tecnifibre TF40 305g, 18 x 20. Tenho o par, uma encordoada @45 e outra @50 com 4G