Parecia haver. A aceleração da raquete, entre o fim do backswing até logo após o contato ocorre num plano relativamente estreito, com a raquete percorrendo-o de trás para frente. Isso é especialmente visível quando a bola vem baixa.
Mas agora percebo que também existe aceleração angular, só que não no plano horizontal.
Já tinha visto alguns instrutores orientando bater o FH como se estivesse jogando boliche, o braço fazendo um movimento pendular de trás para diante e quase verticalizado. Isso não apenas mantém a raquete num plano estreito e acelerando de forma predominantemente linear mas também acrescenta uma aceleração angular - o pêndulo do braço.
No saque, a aceleração da raquete também ocorre num plano estreito (até mais estreito que no FH). Nesse caso também há "rotação" e aceleração angular (a raquete descreve uma curva ao passar acima da cabeça ao acelerar) e isso explica em parte a velocidade maior que no FH.
E porque no FH acentuar a rotação do tronco e do braço (no plano horizontal) não ajuda? Já tentei e tenho a impressão de que o golpe fica com cara de arremesso de martelo. Para compensar a força "centrífuga" (isto é, a inércia fazendo a raquete fugir pela tangente), o corpo acaba pendendo para o lado oposto, o que é indesejável.
Isso não ocorre no saque e na técnica do "boliche" pois a inércia da raquete é combatida pela própria gravidade (peso do corpo) e pela sustentação do braço e tronco no plano vertical, respectivamente.
Outra ideia que me ocorre é que há também aceleração angular importante centrada no punho ("lag and snap").

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