sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

BH, esse mistério.

Alguns dizem que o BH (em particular o OHBH) é um golpe mais simples e natural do que o FH.
Dizem (e eu concordo) que é o golpe mais bonito do tênis.

Segundo um antigo professor, é só preparar a raquete para trás e bater na bola esticando o braço. Ele nem se dava ao trabalho de mudar a empunhadura (continental).

Mark Papas: o FH é como uma pistola disparando, enquanto o BH é mais arco-e-flecha.

O FH é sua arma de ataque e o BH, seu escudo.

Eu particularmente divido o BH em dois golpes muito distintos: o topspin e o slice.
Sempre tive dificuldade em usar o BH topspin por não conseguir bom controle, especialmente em bolas altas ou rápidas. Outro fator que limita até hoje o desenvolvimento deste golpe é que meu BH slice sempre foi bom, desde o início.

É um consolo ver que não estou só neste quesito. O maior exemplo foi a Steffi Graff, que batia praticamente só BH slice, um golpe consistente, veloz, rasante e que as adversárias pouco atacavam. O jogo dela não era só esse, claro. Apoiava-se também num dos melhores FH do circuito feminino e num condicionamento físico excepcional. No masculino atualmente lembro do Feliciano Lopez, espanhol canhoto.

BH topspin, o que incluo no check-list:
- Preparação com cabeça da raquete alta, atualmente testando um punho mais "armado" (desvio radial, aproximando mais a raquete do corpo);
- Backswing junto ao corpo, antebraço quase todo estendido no contato;
- O eixo do movimento é o ombro, que se eleva um pouco entre a preparação e a terminação.
- Usar uma raquete de cabeça leve ajuda.

BH slice:
- Preparação alta, atrás da cabeça
- Combinação de fatiar e movimentar para frente a cabeça da raquete, ligeiramente aberta.

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