sábado, 3 de dezembro de 2016

O árduo caminho da evolução.



Como já contei, voltei a jogar tênis há cerca de 4 anos, tendo aulas em uma academia perto de casa.

Depois de um ano de treinos arrisquei jogar o torneio interno da academia, no nível intermediário - perdi no terceiro jogo. Desde então tenho jogado esse mesmo torneio e a cada edição sinto que evoluí um pouco. No último torneio cheguei às semi-finais.

A evolução que percebo ao longo destes anos é mais na consistência, em conseguir manter a troca de bolas. Esta é uma habilidade básica fundamental. Agora eu gostaria de desenvolver outras armas, principalmente para deixar os pontos mais curtos.

Em busca de soluções, visitei uma infinidade de sites e videos em busca de dicas e ideias. Tem bastante coisa interessante no YouTube. Só que a implementação dessas ideias é problemática - algumas são simplesmente ruins, outras são soluções parciais que não corrigem o golpe como um todo. Coisas como mudança de empunhadura, o formato da preparação do FH ou a rotação do tronco no FH.

Ultimamente andei pensando nos meninos que trabalham nas quadras como pegadores de bola e acabam virando rebatedores. Alguns são muito bons, com golpes eficientes. E a maioria não teve grande instrução de professores ou filosofaram profundamente a respeito da pronação do antebraço no saque. Eles simplesmente vão e batem na bolinha. Com força.

Penso que a vantagem deles é começar cedo (não mais meu caso) e ter muito tempo de quadra.
Passar muito tempo praticando, mesmo sem instrução, deve ter seus benefícios - o próprio corpo percebe o que funciona no jogo.

Quanto tempo de quadra é necessário para alcançar a excelência? Malcolm Gladwell tem uma resposta (10.000 horas). Será?



                                                      Artin Elmayan, 95 anos em 2012



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